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Amores de Chumbo

Duas histórias de amor e três amantes. Sentimentos explodem após a descoberta de um segredo escondido por mais de 40 anos. Política e paixão revisitam o passado de ex-militantes políticos. 

SAIBA MAIS

Sobre o Filme

Amores de Chumbo é uma ficção de longa-metragem. Muitos sentimentos permeiam essa trama baseada nas humanidades dos personagens. O filme questiona o limite de cada um através de conflitos que se desenrolam a medida que segredos aparecem, com inversões de culpa e a evidência de paixões que foram interrompidas. Amores de Chumbo, ao lidar com os dois lados de cada personagem principal, trata da capacidade do ser humano de cometer erros e se reinventar. Numa perspectiva que é ao mesmo tempo individual e coletiva, o filme questiona o quanto um determinado contexto social e político pode interferir na vida pessoal de cada um de nós.
“Esse passado é um eterno presente”. Amores de Chumbo conta a história de um triângulo amoroso questionando o limite de cada um diante de segredos e paixões interrompidas. Quarenta anos separam Maria Eugênia, escritora pernambucana radicada na França, do casal Miguel e Lúcia que acabam de comemorar união de quatro décadas. O retorno de Maria Eugênia suscita dúvidas e desconfianças há muito tempo guardadas. Miguel, professor de Sociologia e ex-preso político, deseja encarar a verdade e Lúcia, parceira de vida que se dedicou a tirá-lo da prisão, quer fugir dela. É pelo ponto-de-vista desses três personagens centrais que revivemos a história política e social da época do chumbo; uma história que mudou o rumo de muitas vidas.

Histórias e Estórias

Amores de Chumbo nasce de memórias e desejos. Relações afetivas serão tratadas à luz da consciência histórica e política do país, tendo como centro dramático da narrativa um triângulo amoroso entre ex-militantes. Nesse sentido, o filme é um movimento de resgate dentro de uma perspectiva original quando, na atualidade, trata de um período histórico brasileiro, utilizando como pano de fundo cenários da região Nordeste, para falar de relações amorosas e sexuais entre pessoas com mais de 60 anos, comunidade pouco explorada na cinematografia brasileira.

O fato de 70% da população brasileira ter nascido após o Golpe Militar de 1964 traz relevância à produção do filme, no que diz respeito a tratar um momento politico importante para a história do país. O Estado de Pernambuco é conhecido como um dos mais violentos em repressão política durante a Ditadura Militar no Brasil, porém não há um longa-metragem de ficção sobre a temática realizado no Estado.

O Funcultura – Fundo de Cultura de Pernambuco, através de edital público, incentivou, em 2008, o desenvolvimento da primeira versão do roteiro de Amores de Chumbo. Inspirada por reais histórias reais de amores vividos nesse período, a diretora e roteirista escreveu a primeira versão da ficção. Após alguns anos e a evolução do projeto, o argumento mudou de tal maneira que foi necessário reiniciar o processo de desenvolvimento. Estabeleceu-se a parceria entre a Plano 9 e a Garimpo, produtora de Tuca Siqueira. Em 2013, o Edital do Funcultura contempla o projeto com o fomento para a fase de produção do Amores de Chumbo e a roteirista Renata Mizrahi é incorporada à equipe do filme. No ano seguinte, o filme é selecionado pelo edital de desenvolvimento do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual – PRODAV 5 (Ancine/Brde).

O filme conta com a consultoria de roteiro de Miguel Machalski e, ainda em 2014, é selecionado para o BrLab, laboratório de desenvolvimentos de projetos da América Latina, realizado em São Paulo/ Brasil; em 2015, foi convidado para o Cinéma en Développement do Festival Cinélatino, em Toulouse/França.

Elenco

Formada em Licenciatura em Educação das Artes Cênicas, na Universidade Federal de Pernambuco, onde também cursou sete períodos em Licenciatura em música, Augusta Ferraz participou em cerca de 70 espetáculos, como atriz, encenadora, pesquisa musical, diretora de teatro e vídeo, cenógrafa, iluminadora, produtora e administradora cultural desde 1973. Desde então, participa de cursos, festivais, apresentações, circulação de espetáculos, congressos, seminários, palestras e debates dentro e fora do Brasil, nas áreas da produção criativa, produção cultural, pesquisa e política cultural.

2015 – Participação nos festivais 22° Porto Alegre em Cena; 17° Caxias em Cena; 5° Festia cidade de Canoas, com o espetáculo “Guiomar, a Filha da Mãe”;

2015 – Homenageada do Janeiro de Grandes Espetáculos, onde realizou o projeto de residência no teatro Arraial , “Augusta Ferraz – 40 Anos de Resistência”;
2013/2014/2015Apresentações de” A Arte de Trepar” no SESC Palco Giratório; Janeiro de Grandes Espetáculos; Mostra Capiba; cidades de Caruaru, Arcoverde e Goiana;

2015/2013 – Atriz e encenadora na montagem “A Arte de Trepar” o título foi mudado para “Sexo, a Arte de Ser Censurado”;

2015/2007. Atriz, Produção em MEDEAponto, financiada pelo Edital: Fomento às Artes Cênicas da Prefeitura do Recife. Participando do “I0 Festival Recife de Teatro Nacional”, Janeiro de Grandes Espetáculos – Pernambuco; Aldéia Yapotán (Arco Verde e Jaboatão); Mostra de Teatro- SESC João Pessoa, etc;

2009. Coordena o núcleo Santo Amaro no projeto Teatro em Comum realizado pela Remo Produções junto às secretarias da Juventude e Trabalho e secretaria de Educação de Pernambuco;

2007. Desenvolve a “Residência Augusta Ferraz – 34 anos de teatro”, no Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo/Hermilo, exercendo as funções de atriz, produtora, administradora e oficineira montando a Performance: Medéaponto e ministrando Oficina para Atores que Trabalham com Teatro para Criança;

2015/2003. Produz, atua e encena, o espetáculo teatral Guiomar, a Filha da Mãe, em cena desde 2003, havendo participado em 2006 da 9ª Mostra Internacional de Teatro em Valongo, cidade do Porto em Portugal, Projeto andanças Pernambuco em 2006, Janeiro de Grandes Espetáculos (prêmio melhor atriz e pesquisa musical em 2005), XV Festival de Inverno de Garanhuns em 2005, V Projeto de Circulação das Artes Cênicas em Pernambuco em 2005, Festival de Guarabira na Paraíba (prêmios melhor atriz, iluminação, cenário em 2004), Festival de teatro de Guaramiranga (prêmio melhor atriz em 2004), VII Festival Recife do Teatro Nacional em 2004, Festival Brasileiro de Artes Cênicas – Cena Pernambucana – Brasília em 2003. Em 2007 apresenta-se, no Janeiro de Grandes Espetáculos, como convidada, para curadores de vários e importantes festivais de teatro no Brasil, Portugal e Espanha. Vem realizando temporadas e apresentações desde então; Aldéia Yapotán(Arco Verde e Jaboatão); Mostra de Teatro- SESC João Pessoa, etc;

2005. Participa como produtora, atriz, pesquisa musical e iluminadora do espetáculo teatral A Vida Diva, com direção de Carlos Bartolomeu. A montagem participou do Janeiro de Grandes Espetáculos (prêmio melhor atriz e iluminação em 2006), “VIII Festival Recife do Teatro Nacional” em 2004, temporada no Teatro Apolo, Comemoração dos 20 anos do teatro Joaquim Cardozo;

2002. Dirige e produz A Emparedada, sobre o folhetim “A Emparedada da Rua Nova” de Carneiro Vilela. O projeto recebeu em financiamento municipal através do Sistema de Incentivo a Cultura municipal. Cumprindo temporada dos teatros Armazém e ao ar livre, participa do “V Festival Recife do Teatro Nacional” e “XIII Festival de Inverno de Garanhuns” – Pernambuco;

Nascido em Fortaleza, Ceará, em 1941. Desde 1954 já participava de grupos amadores e semiprofissionais de teatro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1970, e faz sua estreia como ator em Diário de Um Louco, de Nikolai Gogol, encenado dentro de um ônibus que percorreu as ruas da cidade. Começa a dirigir peças em 1972 e em 1973, funda o Grêmio Dramático Brasileiro. Em 1983, dirige Besame Mucho, de Mario Prata, e leva os prêmios Paulo Pontes e Mambembe. Em 1984 encena Mão na Luva, de Oduvaldo Vianna Filho, com Marco Nanini e Juliana Carneiro da Cunha, levando dois Mambembes e o Golfinho de Ouro de melhor diretor. Em 1989, cria a companhia de teatro o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo (CDCE). Em 2008, ao lado de Paulo José, participou como ator do filme Juventude, de Domingos de Oliveira, no qual interpretou um médico com muitas histórias de conquistas amorosas e um drama familiar. Aderbal dirigiu Wagner Moura na bem-sucedida versão de Hamlet, de Shakespeare. Em seguida montou os clássicos Moby Dick e Macbeth. Em 2010, Aderbal dirigiu a peça Orfeu da Conceição, escrita por Vinicius de Moraes. Recentemente, Aderbal voltou a atuar (depois de uma década) na peça “Depois do Filme”, espetáculo que também dirigiu e assinou o texto. Em 2014, participou de Dupla Identidade, série de Gloria Perez na TV Globo, como o senador Oto Veiga. Aderbal apresenta o programa “Arte do Artista” na TV Brasil.

Nascida no Rio de Janeiro, em 1949, Juliana é atriz e bailarina radicada na França. Na Europa, trabalhou com Maurice Bejart, Maguy Marin e Ariane Mnouchkine. Desde 1990, ela faz parte do grupo do Théâtre du Soleil, dirigido por Ariane Mnouchkine. Em 2014, sob a direção de Ariane, atua em Machbeth. Destacou-se no cinema brasileiro por sua atuação no filme Lavoura Arcaica (2001), dirigido por Luiz Fernando Carvalho, no qual interpreta a mãe de André (Selton Mello), papel pelo qual foi premiada como Melhor Atriz no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro (2003). Em O Veneno da Madrugada (2004), filme dirigido por Ruy Guerra, atua ao lado de Leonardo Medeiros, com quem trabalhou também em Lavoura Arcaica. Mais recentemente, atuou no filme Les Naufragés du Fol Espoir (de Ariane Mnouchkine, 2014), e em Vazantes (de Daniela Thomas, em pós-produção, 2015). Na televisão, também acumula participações em obras de Fernando Carvalho, como Hoje é Dia de Maria (2005), e acaba de participar da novela SeteVidas de Lícia Manzo (2015), na Rede Globo.

Diretora

Tuca Siqueira

(Roteiro e Direção)

Tuca Siqueira estuda, respira e produz imagens, motivada por boas histórias. É roteirista e diretora, vive e trabalha no Recife (Brasil). Formou-se em Comunicação (UFPE), fez especialização em Estudos Cinematográficos (UNICAP). Vivenciou o fotojornalismo diário, publicou dois livros e participou de exposições individuais e coletivas.
Prêmios foram conquistados com curtas documentário, ficção e videoarte. Também participou de curadorias, comissões julgadoras e de seleção de Festivais de cinema pernambucanos, além de ter ministrado sete oficinas e workshops sobre roteiro, videoarte, realização e montagem.

  • CORAÇÃO DE LONA (Roteiro/ Direção, Longa, Fic) Em desenvolvimento.
    Previsão de Produção: 2017.
  • MATA NORTE/ VULNERÁVEIS (Roteiro/ Direção, Série Documental –
    Episódio 2) 2015.
  • O VENTO QUE ME VISITOU (Roteiro/ Direção, Série Documental) 2014.
  • A MESA VERMELHA (Roteiro/ Direção, Longa, Doc) 2013
    (http://www.amesavermelha.com.br/)
  • A TORRE E O DIRÍVEL DOS SONHOS (Roteiro/ Direção, Série Documental) 2013.
  • GAROTAS DA MODA (Roteiro/ Direção, Curta, Doc/ 35mm) 2011.
    (16° CINE PE / FEMINA 2012 / FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO 2012 – PE / VISÕES PERIFÉRICAS 2012 – RJ (Vencedor Do Prêmio Lucas Macier) / FESTIVAL DE VÍDEO DE TERESINA 2012 – (Vencedor Do Prêmio De Melhor Filme) / FESTICINE 2012 – PE (Prêmio De Segundo Melhor Documentário Do Festival) / FESTIVAL LLAMALE H – 2013 (Montevidéu/ Uruguai) / FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE Y VIDEO ALTERNATIVO Y COMUNITARIO DE BOGOTÁ/ COLOMBIA/ RECIFEST 2013 – PE (Vencedor Do Prêmio ABD/APECI/ Menção Honrosa Do Júri Oficial)/ CURTA TAQUARY 2013 – PE. / MOSTRA CANAVIAL DE CINEMA 2013./ FESTIVAL MIX BRASIL 2013 – RJ E SP. / CLOSE – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual (Prêmio de Melhor Filme).
  • VOU CONTAR PARA MEUS FILHOS (Roteiro/ Direção, Curta, Doc) 2011.
  • NELY (Roteiro/ Direção, Curta, Fic) 2010.
  • IVIS (Roteiro/ Direção, Curta, Experimental) 2010.
  • RAINHA DOS DEGREDADOS (Roteiro/ Direção, Curta, Experimental) 2008. (Melhor vídeo ficção do Festival Pernambucano de Vídeo 2008).
  • O CASO DA MENINA (Roteiro/ Direção, Curta, Fic) 2008. (Melhor vídeo ficção do Festival Pernambucano de Vídeo 2008).
  • HOMINE: Costurando Identidades Urbanas (Roteiro/ Direção, Curta, Doc) 2003.

Ficha Técnica

Quem somos

A Plano 9 é uma produtora pernambucana, com cerca de 10 anos de atuação no mercado, no qual desenvolve vídeos institucionais, comerciais de TV, com ênfase na sua atuação na área de cinema e TV. Em parecia com diretores brasileiros, já desenvolveu, realizou e distribuiu curtas, médias e longa-metragens nos mercados nacional e internacional, alcançando diversos públicos e resultados expressivos. No mercado televisivo, podemos citar programas que foram exibidos em emissoras locais e nacionais, com boa audiência e bons resultados comerciais. Para o desenvolvimento dos projetos, a Plano 9 parte da experiência dos seus colaboradores e das demandas do mercado, participando também de encontros, palestras e eventos mercadológicos, nacionais e internacionais, com vistas a criar parcerias com produtores internacionais, agentes de venda, canais de TV e distribuidores, como Ventana Sur, Berlinale EFM/Berlinale Talents, Encontros de Coprodução internacional, entre outros. Atualmente, desenvolve 02 longas: A Morte Habita à Noite, roteiro e direção de Eduardo Morotó, em coprodução com a Enquadramento Produções, do produtor paulista Leonardo Mecchi; e do longa documentário Maria Prestes, da realizadora Ludmila Curi (RJ). Está em processo de produção de Amores de Chumbo, com roteiro e direção de Tuca Siqueira. Além da finalização de dois longas: Steven Esteve Aqui, roteiro e Direção de Fernando Weller, em coprodução com a Jaraguá Produções; e do documentário híbrido Seu Cavalcanti, em coprodução com a Trincheira Filmes, com roteiro e direção de Leonardo Lacca.

Alumia

Produtora Associada

A Alumia é uma produtora de conteúdo especializada em projetos para cinema e TV, que tem como diferencial agregar em um mesmo local os serviços de captação, produção executiva, assessoria jurídica e prestação de contas. A produtora é responsável pela idealização e produção de obras documentais como Alumia (2009), documentário média-metragem que dá nome à produtora, vencedor de melhor Filme do DOC DF(México, 2010) e por Coletivos (2015) de Carol Vergolino. É coprodutora de Câmara de Espelhos  e Canavieiros, longas-documentários de Andrea Ferraz em fase de finalização; de Vulneráveis (2014), obra seriada em parceria com o Ateliê Produções; O Nascimento de Joicy (2015), curta dirigido por Fabiana Moraes e do curta Estas Vendo Coisas (2015) da diretora e premiada fotógrafa Barbara Wagner. É responsável pela produção executiva do primeiro Núcleo Criativo de Pernambuco selecionado pela Ancine, em 2014, e já produziu duas edições de Miradocs (2010 e 2012), curso de documentários com realização de pitching. Na TV foi responsável pela produção executiva das cinco temporadas do Programa Pé na Rua (2009-2014), veiculado na TV Brasil, TV Câmara e TV Pernambuco; do Programa Plano Aberto (2009-2013), veiculado pela TV Universitária. E, no cinema, também realizou a produção executiva do longa-documentário Sete Corações (2014), de Andrea Ferraz. Na cultura independente faz a produção executiva do programa de rádio O Grito FM! e da revista eletrônica Holofote – Cultura Pop.

Imprensa